quinta-feira, 14 de maio de 2015

Leitura Crítica da Mídia: "Vozes de uma gente invisível" e as pessoas em situação de rua



"Boca de Rua - Vozes de uma Gente Invisível" é um documentário sobre a história do jornal Boca de Rua, que é produzido por pessoas que vivem em situação de rua de Porto Alegre (RS). Com textos, fotos e ilustrações que revelam um pouco da realidade escondida nas grandes cidades, o veículo (fonte de renda para os participantes do projeto) integra a Rede Internacional de Publicações de Rua (International Network of Street Papers - INSP). 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Leitura Crítica da Mídia: Manual pra não ser um "analfabeto midiático"


“Manual Prático (muito prático mesmo) de Leitura Crítica de Mídia”.


Este manual foi lançado após as manifestações populares de junho de 2013 no Brasil. Na entrevista a seguir, o jornalista do Centro de Cultura Luiz Freire, Ivan Moraes Filho, apresenta a proposta da publicação que tem como objetivo “fazer com que qualquer pessoa possa compreender o que está por trás das matérias e reportagens que vemos todos os dias e que possa encontrar maneiras de interferir nesse discurso”. O Manual é resultado de parceria do Centro de Cultura Luiz Freire, Fundação Ford e Auçuba – Comunicação e Educação, através do programa Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia do Recife.

ODC – Como surgiu a ideia do guia? O que motivou à sua criação?
IF – No Centro de Cultura Luiz Freire nós já fazemos a leitura crítica da mídia de forma regular há pelo menos dez anos. Começamos dialogando diretamente com jornais e depois passamos a publicar alguns comentários, sob a ótica dos direitos humanos, num blog que depois se tornou o site www.ombudspe.org.br. Com o passar do tempo, foram surgindo outros ‘observatórios’ de mídia, normalmente feitos por jornalistas ou pessoas ligadas ao movimento da comunicação. Nós paramos de fazer análises diárias; como acreditamos que este exercício não pode ser um privilégio de quem é da área, resolvemos sistematizar nossa prática para que qualquer grupo pudesse também compreender o que está nas entrelinhas das informações publicadas pelos veículos de comunicação.


ODC - Quais são os principais conteúdos e como são tratados?
IF - A proposta do Manual é fazer com que qualquer pessoa possa compreender o que está por trás das matérias e reportagens que vemos todos os dias e que possa encontrar maneiras de interferir nesse discurso. Sendo assim, a análise já começa procurando identificar de onde parte aquele discurso. Quem controla o jornal? O concessionário da tevê tem outras empresas ou interesses políticos? Quem é o repórter que escreve? Para quem é direcionada cada publicação? A partir daí, damos sugestões de como interpretar títulos, legendas, fotos, matérias – e até aquilo que não está escrito. Os últimos passos dão dicas de como atuar para dialogar com os meios, que vão desde conversas com jornalistas até representações no Ministério Público.
Acesse o manual aqui. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Leitura Crítica da Mídia: Rompendo os rótulos



CCHR International (sigla em inglês para Comissão dos Cidadãos para os Direitos Humanos) lançou um vídeo para criticar os diagnósticos psiquiátricos abusivos em crianças e adolescentes. Entidade  com sede em Los Angeles (EUA) a CCHR denuncia o grande volume de diagnósticos pouco embasados que recaem sobre crianças e jovens, o que os leva a tomar medicamentos que têm efeitos sobre sua saúde.

domingo, 5 de abril de 2015

Leitura Crítica da Mídia: A CRISE DA ÁGUA


Diante das informações desencontradas - ou da falta de informações - sobre a realidade da crise da água em São Paulo, estas iniciativas ajudam a entender o que está acontecendo:


Criado em outubro de 2014 pela psicóloga Camila Pavanelli de Lorenzi, o Boletim da Falta D'Água começou a ser feito numa noite em que ela se encontrava cansada de buscar, sem encontrar, respostas sobre a situação real da falta de água em São Paulo. Camila passou a reunir todas as notícias encontradas sobre o tema e postou no Facebook. Ela explica nesta entrevista para a jornalista Eliane Brum, do jornal El País.






Os coletivos de jornalismo independente  Mídia Ninja e a Ponte se uniram para documentar o colapso da água criando “a conta da água” na internet.








A Aliança pela Água é uma coalizão de sociedade civil para contribuir com a construção de segurança hídrica em São Paulo. Tem com meta de longo prazo implantar um novo modelo de gestão da água, que garanta um futuro seguro e sustentável para os moradores de São Paulo.




Leitura Crítica da Mídia: Criolo e o racismo



Ao lado do pai, Cleon, o rapper Criolo, nascido na Favela das Imbuias, zona sul de São Paulo, fala sobre desigualdade social, sobre a falta de perspectiva dos jovens da periferia, preconceito e racismo. E conta como seu pai, ao levá-lo para ser socorrido num hospital após um acidente doméstico, foi acusado pelos próprios funcionários do hospital de tê-lo sequestrado.

Por Claudia Belfort e André Caramante (PONTE Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos)

Imagens e edição: Gabriel Uchida e Leonardo Lepri



Nesta entrevista para a jornalista Marília Gabriela (2012), Criolo conta um pouco de sua história:







Andar Como Terrorista 
Criolo


Desta vez o canhão não será necessário,
Andar como terrorista.. fortemente armado!
Desta vez o canhão não será necessário,
Andar como terrorista.. fortemente armado!
Desta vez o canhão não será necessário,
Andar como terrorista.. fortemente armado!

Fica na moral
Rap nacional original
É da favela
Eu moro nela
Não viro as costas
Lá no terrão garotos jogando bola
Quem vende uma droga
banca o macarrão com frango no domingo
Se tá me ouvindo? é natural
Uma verdinha..
A tardinha
Isto é relato não é apologia
O crime não compensa
Não caia numa fria
Os ladrões, os traficantes cada um tem sua biblia
O tamanho da carta profundidade da ferida
Varios na área foram presos
Rua três é o desepero grajaú é o lampejo
Quero a sul sem pesadelo
Sistema só da desprezo
Pega o cano e senta o dedo

Ai mermao.. para com isso..
Uma vitória do corinthians
Me deixa relaxado
Raxo o coco com sabotage nego doido retardado
As autoridades..
não querem isso
Nossa amizade representa um perigo
Quem senta o dedo não pensa duas vezes
Mata ou morre com a pá do mundo dos prazeres
Pra aqueles, que bancam o terror la na favela
E banca policial que mata, por um salario de merda

Rima que não da tregua
tô farto dessa guerra
Plantam a miseria e o terror la nas favelas

Desta vez o canhão não será necessário,
Andar como terrorista.. fortemente armado!
Desta vez o canhão não será necessário,
Andar como terrorista.. fortemente armado!

4,3,2,1 bum a bomba foi ativada
Uma explosão de rimas onde pega faz desgraça
Invade, invada, invasão vamo invadi
Por todos os lados otarios
Vo perseguir
Quem arquiteta vingança colabora com a matança
A morte vai na ciranda
Quem tem dois já se levanta
Arma de fogo arma branca
Matam homem matam mulher
Matam velhinho matam criança
Matam até esperança
"jota lee"? tá na lembrança
Deixe cuide das almas dos inocentes
Vitimas da ignorancia
Ai maluco
Enquanto ignorancia
Cocaia não da boi sobe até mosca de boi
Vacilou você já foi
não da tempo nem de fala um oi
O imbecil que atirou levou a vida do meu amigo
Se entrou na mira é seu inimigo
A cegueira do ódio me leva pro desatino
cadê o safado me mostrem
Que eu desativo
Mentalidade do assassino
Carnificina que concluiram
Presente não vale nada
Que o futuro não seja vala
Estou falando serio
não ouse em pensar o contrario
não dorme e colabore com a pasta do obituario

Deixe o berro de lado..
Deixe o berro de lado..
Deixe o berro de lado..

Armamento pesado
Na web conectado
Cabeça vazia sendo oficina do diabo
Um pouco de maldade já faz o maior estrago
Devastação do soberbo, demonio com cavalo alado
Delicado.. assunto delicado..
Gramatura de papel couche
Se o trapo é de touche
Quem desafia pode morre
Quem aceita vai perecer
O tempo vai te dizer
Só os verdadeiros vão viver
Os da moda soquem soquem o microfone
No rabo!

Canto rap por aqui
Ele mais que um desabafo
a gente modifica a dor
Depende do orador
Miseravel do locutor mediocre que destorce os fatos

Camisa de força não me segura
Mordaça aqui não me anula
Minha freestyle só tortura
Minha mente você atura
Composições do kama sutra, complexas..
Eu te esculacho

Quem não da valor a vida esta tremendamente equivocado
Pelo menos por um dia deixe o bérro de lado
Niquilado que aniquila miolos
(mãos pra cima) ficam esparramados

Até quando a ferramenta resolverá seus desagrados
Até quando a violência reinará neste condado
Sangue jorra, tô fora, paz é o que importa tô ligado
O perigo mora ao lado, faço um ato solidário
Pelo menos por dia que o canhão não seja necessário





Leitura Crítica da Mídia: REJUIND - Rede de Juventude Indígena


A página da Rede de Juventude Indígena (REJUIND) no Facebook foi criada como ferramenta para facilitar a informação e diálogo entre a diversidade de juventudes indígenas.


A REJUIND foi criada durante o I Seminário Nacional de Juventude em 2009, em Brasília.

 
Tem como objetivos: 


- Divulgar informações sociais, culturais, educacionais, ambientais e políticos à Juventude Indígena;

- Informar assuntos relevantes dos marcos legais nacionais e internacionais (Direitos dos Povos Indígenas);

- Possibilitar à Juventude Indígena novos conhecimentos que possam contribuir com iniciativas em seu povo e/ou organização;

- Incentivar a Juventude Indígena para contribuir com seu povo/ organização/movimento indígena, no quesito valorização cultural, ambiental, e de maneira inter-geracional; 

- Mobilizar e interagir a Juventude Indígena com outras juventudes indígenas – nacionais e internacionais, através de intercâmbio de ações;

- Demonstrar que as novas tecnologias podem ser usadas como estratégias de atuação em prol dos Direitos dos Povos Indígenas.

Contato: rejuind@gmail.com

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Leitura Crítica da Mídia: Trabalhadoras Domésticas




Parte da série jornalística "Trabalho doméstico, Trabalho decente", este especial retrata a realidade de trabalhadoras domésticas negras e indígenas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai na busca por direitos, respeito e dignidade. O documentário visibiliza oportunidades e desafios dos países para a promoção dos direitos econômicos e do empoderamento das mulheres.

Esta série foi produzida pela TV Brasil Internacional e contou com o financiamento e assessoria técnica da ONU Mulheres (antigo UNIFEM) através do Programa Regional Gênero, Raça, Etnia e Pobreza, com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT).