domingo, 9 de agosto de 2015

Leitura Crítica da Mídia: Indígenas e o RAP do Brô MC's em guarani



Gravado na Aldeia Bororó em Dourados, no Mato Grosso do Sul, o clip do grupo de rap indígena foi batizado de Koangagua, traduzido do guarani para o português como “Nos dias de hoje”. No material, os rappers Bruno Veron, Kelvin Peixoto, Clemerom Batista e Charlie Peixoto cantam a realidade de suas aldeias. “Antigamente era muito mais feliz”, diz o refrão. As imagens de Koangagua foram capturadas com ajuda do fotógrafo suíço Yan Gross que ministrou oficinas nas aldeias do Estado por meio do projeto Canal GuaTeka.

Leitura Crítica da Mídia: Racismo - Empoderadas e MC Sophia


MC Sophia (Reprodução Empoderadas)

"Empodere uma criança e empoderará o mundo"... diz a celebre frase solta nas redes sociais, mas, ao ver o trabalho da #MCSoffia, a frase deixa de ser solta e torna-se coesa, urgente, verdadeira e multiplica-se em poesia, rima, ritmo, cultura, respeito e busca por suas raízes.  

"Eu já quis ser branca, minha mãe quase surtou (...) Através da minha música quero que outras crianças sejam livres. Dirigido por Renata Martins. Assista aqui o vídeo de Sophia.


E aqui uma reportagem sobre as Empoderadas:


 



 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Leitura Crítica da Mídia: Arte e Sociedade - A Representação do Negro (Racismo nos tempos modernos)




"Algo se rasgou em 12 de maio de 2015. Naquela noite, em vez de uma peça de teatro, A Mulher do Trem, oito atores sociais subiram ao palco do auditório do Itaú Cultural, em São Paulo, para discutir a representação do negro na arte e na sociedade. A decisão foi tomada depois que Stephanie Ribeiro, blogueira negra e estudante de arquitetura, protestou contra o uso de “blackface” na peça e o considerou racismo, iniciando uma série de manifestações nas redes sociais da internet. “O que me impressiona é que o debate sobre racismo e blackface é antigo, pessoas do teatro se dizem tão cultas e não pararam para pensar sobre isso? Reproduzir isso em 2015 é tão nojento quanto ignorante. Mas, né, esqueci que, quando o assunto é negro, não existe esforço nenhum em haver respeito”, escreveu no Facebook. E acrescentou: “Só lamento, não passarão”.
Não passaram. Diante de uma acusação tão perigosa para a imagem pública de um e de outro, a companhia de teatro Os Fofos Encenam e o Itaú Cultural decidiram suspender a peça e, no mesmo local e horário, acolher o debate. O espetáculo que se desenrolou no palco tem a potência de um corte". (Eliane Brum, jornal El País)

Confira aqui o texto completo da jornalista Eliane Brum, no jornal El País, sobre a discussão "Arte e Sociedade - A Representação do Negro". 




quinta-feira, 14 de maio de 2015

Leitura Crítica da Mídia: "Vozes de uma gente invisível" e as pessoas em situação de rua



"Boca de Rua - Vozes de uma Gente Invisível" é um documentário sobre a história do jornal Boca de Rua, que é produzido por pessoas que vivem em situação de rua de Porto Alegre (RS). Com textos, fotos e ilustrações que revelam um pouco da realidade escondida nas grandes cidades, o veículo (fonte de renda para os participantes do projeto) integra a Rede Internacional de Publicações de Rua (International Network of Street Papers - INSP). 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Leitura Crítica da Mídia: Manual pra não ser um "analfabeto midiático"


“Manual Prático (muito prático mesmo) de Leitura Crítica de Mídia”.


Este manual foi lançado após as manifestações populares de junho de 2013 no Brasil. Na entrevista a seguir, o jornalista do Centro de Cultura Luiz Freire, Ivan Moraes Filho, apresenta a proposta da publicação que tem como objetivo “fazer com que qualquer pessoa possa compreender o que está por trás das matérias e reportagens que vemos todos os dias e que possa encontrar maneiras de interferir nesse discurso”. O Manual é resultado de parceria do Centro de Cultura Luiz Freire, Fundação Ford e Auçuba – Comunicação e Educação, através do programa Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia do Recife.

ODC – Como surgiu a ideia do guia? O que motivou à sua criação?
IF – No Centro de Cultura Luiz Freire nós já fazemos a leitura crítica da mídia de forma regular há pelo menos dez anos. Começamos dialogando diretamente com jornais e depois passamos a publicar alguns comentários, sob a ótica dos direitos humanos, num blog que depois se tornou o site www.ombudspe.org.br. Com o passar do tempo, foram surgindo outros ‘observatórios’ de mídia, normalmente feitos por jornalistas ou pessoas ligadas ao movimento da comunicação. Nós paramos de fazer análises diárias; como acreditamos que este exercício não pode ser um privilégio de quem é da área, resolvemos sistematizar nossa prática para que qualquer grupo pudesse também compreender o que está nas entrelinhas das informações publicadas pelos veículos de comunicação.


ODC - Quais são os principais conteúdos e como são tratados?
IF - A proposta do Manual é fazer com que qualquer pessoa possa compreender o que está por trás das matérias e reportagens que vemos todos os dias e que possa encontrar maneiras de interferir nesse discurso. Sendo assim, a análise já começa procurando identificar de onde parte aquele discurso. Quem controla o jornal? O concessionário da tevê tem outras empresas ou interesses políticos? Quem é o repórter que escreve? Para quem é direcionada cada publicação? A partir daí, damos sugestões de como interpretar títulos, legendas, fotos, matérias – e até aquilo que não está escrito. Os últimos passos dão dicas de como atuar para dialogar com os meios, que vão desde conversas com jornalistas até representações no Ministério Público.
Acesse o manual aqui. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Leitura Crítica da Mídia: Rompendo os rótulos



CCHR International (sigla em inglês para Comissão dos Cidadãos para os Direitos Humanos) lançou um vídeo para criticar os diagnósticos psiquiátricos abusivos em crianças e adolescentes. Entidade  com sede em Los Angeles (EUA) a CCHR denuncia o grande volume de diagnósticos pouco embasados que recaem sobre crianças e jovens, o que os leva a tomar medicamentos que têm efeitos sobre sua saúde.

domingo, 5 de abril de 2015

Leitura Crítica da Mídia: A CRISE DA ÁGUA


Diante das informações desencontradas - ou da falta de informações - sobre a realidade da crise da água em São Paulo, estas iniciativas ajudam a entender o que está acontecendo:


Criado em outubro de 2014 pela psicóloga Camila Pavanelli de Lorenzi, o Boletim da Falta D'Água começou a ser feito numa noite em que ela se encontrava cansada de buscar, sem encontrar, respostas sobre a situação real da falta de água em São Paulo. Camila passou a reunir todas as notícias encontradas sobre o tema e postou no Facebook. Ela explica nesta entrevista para a jornalista Eliane Brum, do jornal El País.






Os coletivos de jornalismo independente  Mídia Ninja e a Ponte se uniram para documentar o colapso da água criando “a conta da água” na internet.








A Aliança pela Água é uma coalizão de sociedade civil para contribuir com a construção de segurança hídrica em São Paulo. Tem com meta de longo prazo implantar um novo modelo de gestão da água, que garanta um futuro seguro e sustentável para os moradores de São Paulo.